Caminho a Machu Picchu: Uma trilha de superação

Caminho a Machu Picchu: Uma trilha de superação

Quando idealizamos esse projeto pensamos em como seria encarar os caminhos dos andes peruanos em direção à cidade sagrada, tida hoje como uma das sete maravilhas da humanidade: Machu Picchu.

Acabávamos de comentar com uns amigos como seria fazer a caminhada a Santiago de Compostela. Nos perguntávamos: por que esse caminho tinha tanta fama e glamour?

Para ser sinceros, não conseguimos chegar na décima página do livro do Paulo Coelho, mas imaginávamos o frisson que a obra causou no mundo todo. Afinal, O Alquimista vendeu mais de 65 milhões de exemplares por algum motivo.

Colocamos a cuca para funcionar e, num rápido brainstorming da turma da Amauta, pensamos num caminho igualmente desafiador aqui na América do Sul.

A simbologia seria o legado inca e todos os ensinamentos que essa cultura deixou para a humanidade, tendo como pano de fundo, a espetacular paisagem de montanhas coloridas, ruínas, lagoas escondidas no topo das montanhas e nevados sagrados. Tudo isso com o grand finale de chegar em Machu Picchu caminhando.

O próximo passo era achar um parceiro estratégico em Cusco, que cuidasse de toda a logística e condução do caminho. Graças a internet conhecemos (virtualmente) o Marcos Astete. Peruano, cusquenho, empreendedor da área de turismo com vasta experiência em Trekking e turismo vivencial. Desde o nosso primeiro contato sempre foi atencioso.

Apesar do nosso sócio Hugo ter ido quatro vezes a Cusco e a Machu Picchu, ele não conhecia a total dimensão da trilha. Ainda mais, quando viu as múltiplas variantes (caminhos do inca, caminhos pela selva, caminho pelo nevado de Salkantay, caminho de bike etc.). No seu tempo de estudante, tinha ido pelo método convencional, de trem, trem popular (dividindo espaço com lhamas e carneiros) mas foi pelo caminho tradicional. Atualmente tem até um trem que vai em dois dias, com shows e estadia no próprio Machu Picchu, o trem leva o nome do (re) descobridor da cidadela, Hiram Bingham. O preço: a “bagatela” de 750 dólares por pessoa.

Após os contatos prévios com o Marcos de Cusco, iniciamos o nosso projeto. O Marcos (Okubo), nosso associado Amauta do Brasil, fez um lindo site, o Roger (também Amauta) a identidade visual. Foi trabalho em equipe. Em menos de um mês, estava tudo no ar. Fotos, site, vídeos, trilha, especificações, tudo detalhado ao máximo para ninguém botar defeito, pensado até nos últimos detalhes.

Pensar que tudo começou com uma despretensiosa postagem que fizemos no Facebook sobre o caminho a Machu Picchu via o nevado Salkantay. O vídeo mostrava somente as belezas da trilha. O lago verde, Humantay, pessoas se jogando no zipline, entrando em piscinas temperadas e andando a cavalo. Tudo bacana, parecia um desses programas que são essenciais para os seres humanos saírem da rotina. Foram os comentários e os likes que nos animaram a iniciar o projeto pra valer. Depois veio o papo do Caminho a Santiago de Compostela.

Os participantes:

Iniciamos a divulgação nas redes sociais e no boca-a-boca. Como sempre, surgiram os interessados, porém, a demanda efetiva era pequena. De cara, um grande amigo nosso, agora Padre, topou e foi o primeiro integrante do grupo. O Luiz Barauna, foi o primeiro a confirmar presença nessa empreitada.

O padre Luiz na espetacular pedra dos doze ângulos em Cusco.

O Padre Luiz voltaria ao Peru após 27 anos. A primeira vez que ele foi ainda era um jovem estudante de economia.

Após um mês de divulgação do projeto, recebemos a ligação do William Ribeiro, querendo saber informações de como chegar a Machu Picchu. Ele estava planejando ir com a filha. Quando comentamos com ele sobre o projeto, não demorou dois dias para ser o segundo a confirmar presença.

William nas ruínas incas de Tipón, complexo de tratamento e de canalização de água que funciona até hoje.

William foi aluno de economia do nosso associado Hugo e estava muito motivado para encarar o desafio. Ele sempre se destacou pela sua força de vontade e competitividade em todas as áreas. William estava decidido a fazer a trilha.

No último mês, antes de encerrar as inscrições, estávamos com uma lista de 30 interessados que nos passavam as suas perguntas e dúvidas sobre a jornada. Foi num dia desses que recebemos uma mensagem da Mariana Guimarães. Advogada de formação, secretária executiva de profissão, aventureira de vocação. A Mariana queria saber sobre o Caminho a Machu Picchu. Após uma conversa de cinco minutos ela disse: Eu Vou!

Com todo esse poder decisório, somente poderíamos esperar o melhor dela e assim foi!

A Mariana e duas amigas locais muito amorosas, donas Alpacinas.

Estava tudo pronto para iniciar a nossa expedição, estávamos muito decididos a realizá-la, afinal seria a primeira. No Peru teríamos mais integrantes locais. No último mês, recebemos a grata surpresa que faltava para iniciar com pé direito a jornada. Nosso amigo Dan Martinez, peruano que mora em Mallorca, na Espanha, iria se somar ao grupo em Cusco. Só podia dar certo, Dan é um excelente profissional do turismo, conhece muitos países e fala várias línguas. O seu conhecimento sobre a cultura peruana, especialmente a Inca, só iria enriquecer a nossa trupe.

Dan, no esplendor da catedral de Cusco.

Continuem acompanhando os próximos episódios dessa incrível jornada!

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