Dia 3 – Dia de lavar a alma e o corpo, os banhos de Cocalmayo.

Dan e o seu mergulho inca.

 Acordamos e pegamos as nossas coisas, e fomos em direção a Santa Teresa. Lugar próximo à hidroelétrica que está próxima a Águas Calientes que é a cidade base de Machu Picchu. Já estávamos perto, muito perto da nossa meta. Aliás, qual seria a nossa meta? Machu Picchu? Cusco? Ou toda a jornada?

Percorremos estradas com precipícios, em alguns momentos riachos cortavam essas estradas pelos quais tínhamos que atravessar. A vegetação tornava-se mais verde, o frio de Soraypampa, da lagoa de Humantay e da Abra de Salkantay eram somente boas lembranças. A única coisa que ainda nos acompanhava era a chuva. Nossa fiel companheira. Se teve um apetrecho que pagou o seu preço, foram as capas de chuva de todos nós.

Chegamos no povoado de Santa Teresa, onde dormiríamos. Santa Teresa fica a 1.900 m.sn.m. É uma cidade com todas as comodidades, internet, telefonia, luz, banheiros e restaurantes.

Um motocar, transporte local da simpática Santa Teresa.

O acampamento era aconchegante, pessoas simpáticas e muito calor humano. Foi aí que montamos as nossas barracas.

No acampamento de Santa Teresa, prestes a tirar uma foto oficial para o álbum da Amauta.

 Esse dia também seria a nossa última noite com os nossos queridos cozinheiros Robert e Jhonatan. Como era a última, ele disse que nos ia fazer uma surpresa no café da manhã do dia seguinte. Ficamos ansiosos.

Perto da cidade de Santa Teresa existem os banhos de Cocalmayo. Quatro piscinas de águas quentes, era tudo que precisávamos. Lá fomos mergulhar a nossa humanidade.

Um mergulho de piscina termal, depois de ficar 3 dias sem tomar banho, nada mau, não é?

Após os banhos, com os corpos renovados, fomos para o acampamento. Enquanto víamos mais mochileiros chegarem, tivemos tempo para atualizar as nossas leituras virtuais. Almoçamos e descansamos até a noite. Qual seria a surpresa do Robert e do Jhonatan?

Chegou a hora de jantar e os cozinheiros nos deram uma aula de culinária inca. Fomos premiados com a bondade desses dois peruanos que não pouparam esforços para compartilhar conosco o que mais sabem fazer, cozinhar.

Sopa de cogumelos

Arroz Chaufa

Salada de vagem

Bife de soja

Ensalada Rusa – Salada Russa

Torreja de coliflor – Tortilha de couve-flor

Esse dia demoramos para dormir, primeiro porque a felicidade de estar num lugar onde não falte nada, nem ar, nem comida, nem internet e, principalmente, nem amizade nos fazia acreditar que o objetivo dessa jornada já tinha sido atingido. Segundo motivo para não dormir foi que tinha festa ao redor de uma fogueira. A gente ficou assistindo os jovens dançarem e cantarem, roubamos um pouco dessa alegria e nos preparamos mentalmente para o seguinte dia. Joselo nos disse que teríamos fortes emociones.

Nos perguntamos: mais ainda? Quando acabam essas surpresas?

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