Dia 6 – O tour da despedida

Dia 6 – O tour da despedida

Cansados, mas felizes. Até a próxima, Cusco lindo!

O último dia de Cusco, do Peru, para alguns teria que ser igual aos outros, com muitas emoções. Mas sabe quando o corpo já está no automático? Foi assim que a maioria sentiu e deixou fluir o que viria. Já estávamos no “lucro”. Cusco nunca iria nos decepcionar.

Acordamos tarde, o city tour era somente à tarde. Aproveitamos para visitar a catedral e a cidade. Almoçamos e fomos pegar o bus.

Antes disso, nos demos um tempo para tirar umas fotos com lhamas e alpacas. Animal símbolo de Cusco.

Gêmeos? Isso é uma lhama. Pescoço fino cara de camelo.

Tem também as loiras com muita lã, essas são mais baixinhas e se chamam alpaca. Aliás, os casacos feitos de lã desse animal são os melhores.

Nos juntamos a um grupo maior de turistas para fazer o City Tour, a guia, J.Lo, o apelido, foi espetacular. Com maestria e muita didática, explicou para esses corpos cansados toda a riqueza da cultura inca.

Vista de dentro do Coricancha, construção inca que, na época, era coberta de ouro e funcionava como templo dedicado ao deus Wiracocha.

Após a conquista espanhola, a base do Coricancha serviu como base para a construção de um templo espanhol.

De dentro do Coricancha.

Depois do Coricancha, pegamos a van e fomos para a fortaleza de Sacsayhuaman. Ficamos impressionados com as pedras de até 800 toneladas. Obra maravilhosa, onde as pedras parecem que tinham sido coladas de forma sincronizada. Os incas não conheciam o cimento, usavam outras técnicas de construção que ainda perduram, inclusive após inúmeros terremotos.

Na imponente fortaleza de Sacsayhuaman.

Fomos visitar as ruínas de Tambomachay, Qenco e Puka Pucara. Fizemos muitas fotos, eram as últimas ruínas que visitaríamos nessa jornada.

O padre Luiz e sua felicidade nas fontes sagradas dos incas de Tambomachay.

Visitando a imponência de Qenco.

Por dentro de Qenco

O sol estava prestes a se ocultar, esse dia não choveu. Wiracocha nos deu uma trégua, acho que estava feliz porque tínhamos aguentado bem toda a jornada. Nos despedimos da simpática guia, enaltecemos o amor que ela colocava nas suas falas, nas suas histórias e, principalmente, no desejo nobre de ensinar. Uma Amauta esplendorosa.

Fomos jantar no nosso restaurante preferido: o Pachapapa.

No Pachapapa com o símbolo da cidade de Cusco. Só indo lá para saber.

 Bebemos nosso último vinho Intipalka, com a saudade batendo forte. Sabíamos que estávamos conectados a essa cidade, a esse povo e que, todos eles estariam nos nossos corações. Voltamos para o hotel pois no dia seguinte, cada uma de nós pegaria seu voo com destinos diferentes.

Chegamos no hotel, bebemos nosso chá de coca e nos despedimos. Cada um foi pro seu quarto arrumar suas roupas suadas, sujas, empoeiradas, mas cheias de humanidade.

Os 8 dias que foram o Caminho a Machu Picchu, significaram um oásis nas nossas vidas. A sensação de ter entrado num buraco negro e ter atingido uma outra dimensão, totalmente diferente da nossa, era evidente. Depois de um mês, dessa jornada, escrevendo esse blog, sentimos que uma parte de nós ficou no Peru. Uma parte de todos os integrantes da jornada também está em todos nós. Há um vínculo invisível que nos une. O sentimento é de querer voltar. Você não volta a lugar que não te marcou.

O Caminho a Machu Picchu foi uma partícula de caos que agregamos nas nossas vidas. Nesses dias passamos frio, flertamos com o perigo, com os recursos escassos e com os nossos medos.

Por tudo isso, o Caminho a Machu Picchu estará conosco até o resto das nossas vidas.

Gostou dessa aventura? Então venha participar do Segundo Caminho a Machu Picchu, clique aqui e saiba mais!

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